Filha cobra respostas após corpo do pai ser furtado de túmulo em São José de Ribamar
A professora Silvana Lisboa da Conceição, de 53 anos, vive dias de revolta e sofrimento após o corpo do pai ser furtado de um túmulo no Cemitério Municipal da Matinha, em São José de Ribamar, na Região Metropolitana de São Luís. O crime ocorreu na madrugada do último sábado (18) e foi percebido nas primeiras horas do dia.
Silvana contou para O Imparcial que recebeu a notícia no domingo (19) e descreveu o impacto emocional na família.
“Desde o último ocorrido, nós estamos dormindo apenas à base de remédio, sem entender, esperando respostas, sem entender o porquê que fizeram isso com o corpo do nosso pai”, relatou.
O pai dela havia sido sepultado há cerca de seis meses. Segundo a professora, o túmulo já havia sido alvo de uma tentativa de violação em fevereiro deste ano, quando criminosos tentaram levar o corpo, mas não conseguiram.
Silvana também cobrou explicações e fez um apelo às autoridades.
“Apenas quero respostas condizentes sobre o desaparecimento do corpo do meu pai. Tendo em vista que ele nunca teve desafeto com ninguém, muito íntegro, amável e muito querido. Espero que as autoridades nos deem resposta quanto ao caso”, declarou.
Além da dor, a familiar criticou a estrutura do cemitério e apontou falhas na segurança do local.
“Eu acredito sim que houve falha por parte da administração do cemitério, haja vista que o mesmo não tem uma boa iluminação, não tem segurança e muito menos uma câmera que possa dar um suporte melhor ao cemitério”, afirmou.
Ela também questionou a falta de providências após a primeira tentativa de arrombamento.
“Apenas quero respostas condizentes sobre o desaparecimento do corpo do meu pai. Tendo em vista que ele nunca teve desafeto com ninguém, muito íntegro, amável e muito querido. Espero que as autoridades nos deem resposta quanto ao caso”, declarou.
Diante da situação, Silvana informou que já registrou boletim de ocorrência e pretende buscar responsabilização judicial.
“Eu já entrei com advogado e vou recorrer também ao Ministério Público quanto a essa situação, haja vista que até o momento eu não tenho nenhuma resposta de onde se encontra o corpo do meu pai”, afirmou.
De acordo com a administração do cemitério, a violação foi identificada por funcionários, que acionaram a Polícia Militar. O caso foi registrado na Delegacia da Cidade Operária, em São Luís.
Imagens de câmeras de segurança de áreas próximas foram reunidas e devem auxiliar nas investigações. Em nota, a Polícia Civil do Maranhão informou que o caso está sendo investigado pela delegacia especializada de São José de Ribamar, que realiza diligências para identificar os responsáveis.
Até o momento, não há informações sobre o paradeiro do corpo, e a família segue à espera de respostas.




